Mercado brasileiro de TI cresceu mais de 15% em 2013, diz pesquisa

A Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES) divulgou nesta semana um estudo para avaliar o desempenho do mercado nacional de TI em 2013, mas focado na área de software e serviço. Feita em parceria com a IDC, a pesquisa mostrou que, no ano passado, o Brasil teve um investimento 15,4% maior em Tecnologia da Informação do que o obtido em 2012, considerando também a área de hardware, chegando a um total de 61,6 bilhões de dólares.

Acima dos 14,5% esperados, o crescimento brasileiro foi o sétimo maior visto no mundo todo, deixando o país atrás apenas de alguns vizinhos latinos, das Filipinas, da Índia e da Arábia Saudita. A média de aumento mundial, por sua vez, foi de 4,8%, quase um terço da porcentagem obtida por aqui.

A pesquisa ainda mostra que, pelo valor dos investimentos internos brasileiros, o país é responsável por 47,4% do mercado de TI da América Latina, mesmo tendo um crescimento inferior ao de Argentina, Peru, Venezuela e Chile no ano passado. A quantia ainda faz com que o Brasil represente 3% do mercado mundial.

Mas falando apenas de software e serviço, os investimentos ficaram na casa dos 25 bilhões, pouco menos da metade do total. O valor, que considera apenas o mercado interno, coloca o setor brasileiro como o oitavo do mundo, atrás de EUA, Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e China.

As cerca de 11 mil empresas registradas no setor estão focadas especialmente em distribuição ? 49,8% dessas micro, pequenas, médias e grandes companhias trabalham nessa área. Outras 26,1% já lidam especialmente com serviços, enquanto as 24,1% restantes lidam com desenvolvimento.

Em termos de segmentação, o mercado brasileiro de software ainda é liderado pelos aplicativos, que detêm 43,5% da participação. Ambientes de desenvolvimento aparecem em segundo lugar, com 31,5%, enquanto infraestrutura tem 23,1% e software para exportação conta com apenas 1,9% do total. As áreas de finanças e de serviços e telecomunicações são as maiores compradoras nesse mercado, representando juntas 50,7% da participação.

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