Conselho de Ética da Câmara instaura processos para cassar Luiz Argôlo

O Conselho de Ética da Câmara instaurou hoje (15) dois processos que
podem resultar na cassação do deputado Luiz Argôlo (SD-BA) por de quebra
de decoro parlamentar. Os dois processos, no entanto, terão o mesmo
relator, que será escolhido entre os deputados Cesar Colnago (PSDB-ES),
Izalzi (PSDB-DF) e Marcos Rogério (PDT-RO), sorteados nesta quinta-feira
pelo colegiado.

Argôlo
foi flagrado em escutas telefônicas e mensagens de texto mantendo
diálogo com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal (PF)
durante a Operação Lava Jato. Ele também é suspeito de ter tido contas
pagar por Youssef e recebido dinheiro do doleiro no apartamento
funcional da Câmara.

Com a instauração dos processos, o Conselho de Ética fará cinco
tentativa de notificar Argôlo. Depois disso, será dado prazo de dez dias
úteis para que o deputado apresente a defesa escrita. O presidente do
colegiado, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), disse que deve definir o nome
do relator até amanhã, depois de conversar com os três sorteados.

Ele
informou também que vai encaminhar ? Mesa Diretora pedido para que os
dois processos sejam apensados. ?Não tem cabimento colocar dois
relatores [diferentes]?, ponderou Izar.

O primeiro foi
protocolado pelo PSOL e, o segundo, pela própria Mesa, depois de aprovar
relatório da Corregedoria. Os dois processos têm prazos diferentes. O
da Mesa não necessita de relatório preliminar, diferentemente do
apresentado por partido político. Os dois têm prazo de 90 dias para a
conclusão. No caso do processo aberto a partir da representação da Mesa,
esse prazo já está sendo contado.

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