Projeto bane torcedor racista por 5 anos

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe que os torcedores responsáveis por atos de racismo em eventos esportivos fiquem proibidos de frequentar estádios de futebol e ginásios de esportes pelo prazo de cinco anos. A proposta, de autoria do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), está sob análise da Comissão de Direitos Humanos da Casa. Para virar lei, ainda tem de ser aprovada pelos plenários da Câmara e do Senado e, posteriormente, ser sancionada pela Presidência da República.

Recentemente, ao menos quatro casos de racismo envolveram profissionais brasileiros. Na semana passada, durante partida válida pelo Campeonato Espanhol, um torcedor do Villarreal arremessou uma banana contra o lateral-direito do Barcelona Daniel Alves. Em resposta, o atleta brasileiro comeu a fruta em pleno campo antes de cobrar um escanteio.

O episódio envolvendo o jogador da Seleção ganhou repercussão internacional e reabriu uma discussão sobre o racismo no futebol. Um onda de solidariedade a Daniel Alves ganhou corpo nas redes sociais.

Em fevereiro, o volante Tinga foi hostilizado por torcedores do Real Garcilaso, do Peru, no jogo de estreia do Cruzeiro na Taça Libertadores da América. Todas as vezes que Tinga tocava na bola, a torcida adversária imitava um macaco.

Apenas um mês depois do caso envolvendo Tinga, o jogador Arouca, do Santos, foi chamado de “macacão” por torcedores durante partida contra o Mogi Mirim pelo Campeonato Paulista. Na ocasião, a Federação Paulista de Futebol interditou o estádio do Mogi Mirim em razão dos atos de racismo.

No Rio Grande do Sul, o árbitro Márcio Chagas encontrou seu carro com a lataria batida e arranhada, e com cascas de banana por cima, ao final de um jogo entre Esportivo e Veranópolis, válido pelo campeonato gaúcho. Punido pelo episódio com perda de pontos, o Esportivo acabou rebaixado para a série B do Gauchão.

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