Paulo Roberto Costa é transferido para carceragem da PF em Curitiba

Após ser acusado de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro que
movimentou cerca de R$ 10 bilhões, o ex-diretor da Petrobras, Paulo
Roberto Costa, voltou a ser transferido de presídio, visando a
preservação de sua integridade física. Paulo saiu do Presídio Estadual
de Piraquara II (PEP II) em Curitiba, na tarde desta sexta-feira, 2 de
maio, e voltou para a carceragem da Polícia Federal (PF).

De acordo com a Justiça Federal, a Secretaria da Justiça, Cidadania e
Direitos Humanos do Paraná solicitou a tranferência na quinta-feira, 1
de maio, e o pedido foi acatado pelo juiz Sérgio Moro. A defesa do
ex-diretor alega que a secretaria solicitou que o acusado fosse
transferido para Catanduvas, presídio de segurança máxima, em Cascavel,
no Paraná. A Justiça instaurou prazo de cinco dias para manifestação da
defesa sobre este pedido, enquanto Costa segue na carceragem da PF.

Os advogados de Paulo Roberto não concordam com a decisão pois a
unidade de Cantanduvas é destinada a presos de alta periculosidade, o
que não seria o caso de seu cliente. Eles afirmam que em breve
solicitarão novas medidas alternativas como prisão domiciliar. Segundo
eles, não há motivos para que o acusado permaneça preso, tendo em vista
que todas as provas já foram recolhidas e que Paulo Roberto não está
condenado. O objetivo da defesa conseguir que o acusado seja transferido
para o Rio de Janeiro, onde a família dele reside.

Costa foi preso em março deste ano, acusado pelo Ministério Público
Federal (MPF) de ser um dos chefes de uma quadrilha especializada em
lavagem de dinheiro no exterior fraudando operações de câmbio. De acordo
a denúncia, o ex-diretor usou empresas comandadas pelo doleiro Alberto
Youssef, como fachada, para lavagem da verba usada na construção da
Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Youssef também está preso. A
Justiça Federal do Paraná considerou a denúncia por prática de lavagem
de dinheiro e formação de grupo criminoso organizado.

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