Votação que decidiu continuar processo contra Vargas é anulada

Foi anulada há pouco a votação do parecer preliminar do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar que pede a investigação do deputado licenciado André Vargas (sem partido). O Plenário iniciou a Ordem do Dia por volta das 18h15 e, de acordo com o Regimento Interno, as comissões não podem funcionar enquanto houver Ordem do Dia. Quem presidia a sessão do Plenário e decidiu pela anulação da votação foi o deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC).

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) disse que houve um “golpe”para atrapalhar a investigação de Vargas, já que a Ordem do Dia foi iniciada sem que houvesse quórum mínimo para votação. São necesários 257 deputados, número que só foi alcançado por volta das 19h. O deputado Amauri Teixeira (PT-BA) rejeitou a ideia de golpe.

Presidente em exercício no momento da reclamação do deputado do PSDB, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) disse que não houve manobra e que a discussão da nova lei dos caminhoneiros e do Supersimples são assuntos distintos do parecer do Conselho de Ética.

Vargas está sendo investigado por supostas relações com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal. O doleiro custeou uma viagem de jatinho para Vargas e a família no final do ano passado e também teria pedido ao parlamentar que intermediasse negócios junto ao ministério da Saúde.

André Vargas pediu desfiliação do PT na sexta-feira (25), partido no qual militou por 25 anos, mas até agora seu desligamento da agremiação não foi formalizado na Câmara.

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