Justiça aceita nova denúncia contra ex-diretor da Petrobras

O juiz Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, aceitou
hoje (29) mais uma denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP)
contra o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Desta vez, além de
Costa, as duas filhas dele, Arianna e Shanni Costa, e os dois genros,
são acusados de obstruir as investigações da Operação Lava Jato, da
Polícia Federal.

Segundo a denúncia, Paulo Roberto Costa é
acusado de ordenar que seus parentes fossem ao seu escritório de
consultoria para retirar documentos e quantias em dinheiro ?que
interessava ? prova das infrações penais sob investigação?, no momento
em que a operação foi desencadeada. A presença dos parentes foi flagrada
por câmeras de segurança do local.

?Se a visita dos familiares
ao local, naquela data e horário, para retirada de material foi, como
alega a defesa, mera coincidência peculiar, é questão de mérito que só
pode ser resolvida ao final. Nessa fase, tal argumentação não tem, pelo
menos, a plausibilidade necessária para infirmar o recebimento da
denúncia?, decidiu o juiz. 

Na semana passada, o juiz
Sergio Moro recebeu outra denúncia contra Paulo Roberto Costa e o
doleiro Alberto Youssef por desvios de recursos públicos na construção
da Refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, em Pernambuco. 

Deflagrada
no dia 17 de março, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal,
desarticulou uma organização que tinha como objetivo a lavagem de
dinheiro em seis estados e no Distrito Federal. De acordo com as
informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, os
acusados movimentaram mais de R$ 10 bilhões.

Segundo a polícia, o
grupo investigado, ?além de envolver alguns dos principais personagens
do mercado clandestino de câmbio no Brasil?, é responsável pela
movimentação financeira e lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e
jurídicas envolvidas em crimes como tráfico internacional de drogas,
corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas,
extração e contrabando de pedras preciosas, além de desvio de recursos
públicos.

A operação foi intitulada Lava Jato porque o grupo
usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o
dinheiro.

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