Juiz adia depoimento de Dirceu em sindicância sobre uso de celular

O juiz Bruno André Silva Ribeiro, da Vara de Execuções Penais (VEP)
do Distrito Federal, adiou o depoimento do ex-ministro da Casa Civil
José Dirceu no processo de sindicância que apura o suposto uso de
telefone celular dentro do Presídio da Papuda, onde ele está preso.
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, o juiz não
informou o motivo do adiamento. Dirceu cumpre pena de sete anos e 11
meses de prisão, definida na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

O depoimento estava marcado para amanhã (25), ? s 14h, e seria feito
por videoconferência. Na decisão, o magistrado apenas determinou que o
depoimento seja feito na próxima data disponível. ?Retire-se de pauta.
Inclua-se na próxima data para audiência por videoconferência?, decidiu.

O processo de sindicância envolvendo o ex-ministro foi arquivado pela
direção do presídio, mas a VEP determinou que a apuração fosse reaberta
porque as partes envolvidas, como Dirceu e agentes penitenciários, não
foram ouvidas. A decisão fez com que o pedido de trabalho externo fosse
suspenso.  Dirceu recebeu proposta para trabalhar no escritório do
advogado José Gerardo Grossi,  atuando na pesquisa de jurisprudência de
processos e ajudando na parte administrativa. O horário de trabalho é
das 8h ? s 18h, com uma hora de almoço.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada no dia
17 de janeiro, Dirceu conversou por telefone celular com James Correia,
secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia.
Segundo a matéria, a conversa ocorreu por intermédio de uma terceira
pessoa que visitou Dirceu. Na ocasião, a defesa do ex-ministro negou que
a conversa tenha ocorrido, mas a Secretaria de Segurança Pública do
Distrito Federal  abriu processo administrativo para investigar o caso.

No entanto, em ofício enviado ? VEP, o Centro de Internamento e
Reeducação, parte do presídio destinada a presos em regime semiaberto,
informou que arquivou o caso porque não havia necessidade de apuração da
suposta falta grave cometida. O diretor da unidade prisional concluiu
que o fato era ?inverídico?. Ao tomar conhecimento da medida, a Justiça
determinou que a investigação fosse concluída e que os depoimentos do
ex-ministro e dos agentes penitenciários, tomados.

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