Bacelar responsabiliza descaso do governo por paralisação nas Universidades Estaduais

O deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN) responsabilizou mais uma vez o governo da Bahia por mais uma paralização nas Universidades Estaduais do Estado da Bahia (Uneb). ?Por irresponsabilidade e descompromisso do governo com a educação é que a Uneb vai parar suas atividades novamente. Irresponsabilidade porque o estado faliu o caixa e não tem recursos para repassar as universidades estaduais que estão sucateadas e sem condições de manter um ensino de qualidade. E descompromisso porque, ao não priorizar recursos para as universidades este governo dá uma clara demonstração de que a educação do filho do trabalhador não é prioridade no PT?, protestou Bacelar.

O deputado se disse solidário ao manifesto que a Associação dos Docentes do Estado da Bahia está programando para o próximo dia 11 na Assembleia Legislativa para a qual está convocando professores, estudantes e técnico-administrativos para atividades de mobilização. ?Neste dia, as Universidades Estaduais farão paralisação. A ação, como afirmam, é para denunciar o desrespeito do governo Jaques Wagner com a Educação Pública Superior e reivindicar um repasse maior do orçamento estadual para suprir as demandas das universidades e que as atividades na Uneb serão encerradas neste dia. É a prova de que este governo não tem nenhum compromisso com a Educação?, lamentou Bacelar. Neste dia, haverá audiência pública na Assembleia Legislativa prevista para ? s 11h.

Para evitar maiores prejuízos além dos já causados com o sucateamento das Universidades Estaduais, a Aduneb quer um repasse de 7% da Receita Corrente Líquida do Estado. Atualmente a verba repassada pelo estado não chega a 5% da RLI, o que não cobre as necessidades das universidades em ensino, pesquisa e extensão, agravado agora com o contingenciamento das verbas, qu afetam diretamente os repasses as Universidades Estaduais. O estrangulamento orçamentário causado pelo descaso do governo Jaques Wagner impacta na falta de ampliação dos programas de permanência estudantil, na lentidão nas negociações sobre o plano de cargos e salários dos técnico-administrativos, entre outros pontos.

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