Assistência técnica para empreendedores populares é debatida em Seminário

O mercado informal absorve aproximadamente 40% da População Economicamente Ativa em Salvador. Cerca de 300 mil pessoas mil pessoas estão desempregadas e mais de 250 mil trabalham em situação precária. Somando a estes dados trabalhadores domésticos, empregados sem remuneração, esse número chega a quase um milhão de pessoas. Estas informações foram debatidas durante o dia de ontem (11), no I Seminário de Assistência Técnica Urbana para Empreendimentos Individuais, Familiares e em Redes?,  promovido pelo Movimento de Cultura Popular do Subúrbio ? MCPS e Instituto Qualificação e Cidadania ? ICI.

O evento contou com a presença de trabalhadores individuais, representantes de grupos cooperativados, pesquisadores e especialistas da área de economia popular solidária que, entre outros assuntos, discorreram sobre a histórica exclusão de grande parte da população do mercado formal, que acaba criando alternativas de trabalho e meios de sobrevivência.

Como um dos convidados, o professor de economia da UCsal, Gabriel Kraychete, salientou a necessidade de desenvolver políticas públicas especificamente orientadas para esse setor. ?A economia popular solidária se mantém ao longo da história. Por mais que a economia convencional cresça, necessário se faz criar políticas direcionadas aos setores populares, sendo estas diferentes da pequena e média empresa, mas focada na família?.

Grande parte desse grupo trabalha com atividades que escapam o senso comum, como a vendedora de geladinho, de roupa, o camelô e outras atividades financeiras sem registros oficiais. A remuneração média é inferior ao salário mínimo e essa condição é permanente. Em Salvador, só através do Programa Vida Melhor, cerca de oito mil pessoas trabalham com economia popular solidária, e cerca de 400 mil em toda capital baiana buscam nessa alternativa uma fonte de renda.

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