Mais de oito mil pessoas trabalham com Economia Popular Solidária em Salvador

Em Salvador, cerca de 60% da População Economicamente Ativa sobrevive do mercado informal, sem carteira assinada. Como alternativa de sobrevivência, a Economia Popular Solidária vem se consolidando como estratégia organizada entre trabalhadores e trabalhadoras que têm interesse em melhorar a qualidade de vida por meio do trabalho cooperativado. Para tratar do assunto, será realizado, na próxima quarta-feira (11), das 8h30 ? s 17h, em Salvador, o ?I Seminário de Assistência Técnica Urbana para Empreendimentos Individuais, Familiares e em Redes?, promovido pelo Movimento de Cultura Popular do Subúrbio ? MCPS e Instituto Qualificação e Cidadania ? ICI.
 
O Seminário tem como meta aprofundar a reflexão sobre Economia Popular e suas implicações práticas para Políticas Públicas de Inclusão Sócioprodutiva no meio urbano, bem como refletir sobre experiências de assistência técnica para os empreendimentos. Entre os temas abordados estão a experiência das Universidades públicas no fomento da EPS; políticas públicas de inclusão socioprodutiva e sua relação com a geração de renda para as famílias; a EPS no Plano Diretor da Cidade; entre outros aspectos.
 
Trabalhadores rurais têm mais acesso ? capacitação técnica

De acordo com Idaci Ferreira, consultora técnica, do MCPS, ?não existe, no Brasil, uma política direcionada ? assistência técnica nesse ramo da economia, aliás muito significativa por se tratar da população pobre, grande maioria?, salienta ao afirmar que os trabalhadores rurais têm mais acesso a serviços técnicos ao pequeno agricultor, políticas de microcrédito e qualificação, ao contrário dos da capital. ?O mercado formal não é suficiente para absorver toda a população que precisa de trabalho e as experiências que vamos apresentar são alternativas para essas pessoas?.
 
Em Salvador, existem cerca de oito mil empreendedores individuais, vinculados ao Programa Vida Melhor, que possui cinco unidades (Nordeste de Amaralina, Calabar, Auto das Pombas, Subúrbio Ferroviário, Salvador Norte, Metropolitana I e o Portão do Sertão, em Feira de Santana). Os ramos de maior concentração são alimentação, reciclagem, corte costura, estética, feirantes, entre outros.

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