Mantega promete reunião com Dilma a empresários

Empresários que estiveram hoje com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixaram o encontro com uma nova promessa de reunião na semana que vem, com a presidente Dilma Rousseff. O objetivo do encontro de Mantega com representantes de 21 associações empresariais era discutir a competitividade da indústria, mas serviu também para pedidos de ações protecionistas.

Ao deixar o ministério, o presidente da Associação Brasileira de Construção Metálica, Luiz Carlos Caggiano Santos, disse que Mantega teria recebido bem sua proposta de criar percentuais mínimos de insumos nacionais nas obras de infra estrutura (ferrovias, rodovias, portos, etc.) que serão realizadas com crédito subsidiado no programa de concessões do governo.

Além disso, ele também reivindicou a elevação do impostos sobre a importação. O governo desistiu recentemente de prorrogar a elevação desse tributo sobre uma lista de cem itens para tentar limitar o impacto do dólar mais caro na inflação.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fernando Figueiredo, disse que levou ao ministro queixas contra a concorrência desleal de produtos chineses por causa do controle cambial realizado por Pequim.

“Uma forma de estimular a produção no momento no Brasil é combatendo as importações desleais”, disse.

Segundo Figueiredo, isso, aliado a outros problemas como custo alto da energia no Brasil, estão limitando os investimentos do setor.

Ele destacou que um estudo realizado pelo setor em 2009 e 2010 apontou para um potencial de investimento de US$ 15 bilhões anuais, durante uma década. Hoje, porém, a indústria química brasileira investe de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões no ano.

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, disse ao sair do encontro que pedirá formalmente na semana que vem que a Fazenda prorrogue o IPI reduzido sobre geladeira, fogão e máquina de lavar.

O impostos, que já havia sido recomposto em parte em outubro no caso de fogão e geladeira, está previsto para subir novamente no ano que vem.

Segundo Kiçula, as vendas do setor eletroeletrônico devem fechar o ano com estabilidade ou queda de até 3%. Ainda assim, ele considerou o resultado positivo, já que no ano passado as vendas haviam subido 20%.

Na reunião, estiveram presentes também representantes das indústrias de máquinas, petróleo, autopeças, têxtil, entre outros.

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