Maioria de domicílios irregulares no país tem apenas um pavimento

A grande maioria dos domicílios em aglomerados irregulares do país
não tem nenhum espaçamento entre as construções (72,6%) e possui apenas
um pavimento (64,6%), com destaque para as regiões metropolitanas de
Natal e Maceió, onde esse padrão predomina em mais de 90% dos
domicílios. Essa e outras informações sobre moradias irregulares ? como
favelas e invasões, foram divulgadas hoje (6) pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Censo 2010 ? Informações
Territoriais: Aglomerados Subnormais.

O estudo classifica de aglomerados subnormais o conjunto de, no
mínimo, 51 unidades habitacionais carentes de serviços públicos
essenciais, em terreno de propriedade pública ou particular, em geral,
de forma desordenada ou densa. Segundo a pesquisa, o Brasil tinha em
2010, mais de 3,2 milhões de domicílios particulares permanentes em
6.329 aglomerados.

Nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste foi registrada a predominância
de moradias irregulares com apenas um pavimento e espaçamento médio
entre si, como quintal ou pequeno terreno dividindo uma casa da outra.
Esse padrão foi encontrado em mais de 90% dos domicílios de Rio Branco e
de Porto Velho, mais de 80% dos domicílios em regiões de
desenvolvimento integrado de Teresina e do Distrito Federal e entorno, e
nas regiões metropolitanas de Curitiba, Florianópolis e do Vale do Rio
Cuiabá.

As regiões Nordeste e Sudeste, por sua vez, foram as que
apresentaram maiores percentuais de domicílios predominantemente sem
espaçamento entre si e com dois ou mais pavimentos, sobretudo, nas
regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Ainda
segundo o estudo, nessas regiões a maioria das moradias está em áreas
não propícias ? urbanização regular, como encostas e locais onde o solo
possui menor valorização.

A pesquisa revelou também que 12% dos domicílios brasileiros em
aglomerados irregulares ficam ? s margens de córregos, rios ou lagos e
lagoas. O Acre se destacou com mais de 90% das moradias em aglomerados
nesse tipo de área. A região metropolitana de São Paulo aparece com a
maior quantidade absoluta de residências em aglomerados nessa situação
(148.608), em uma área de 2.571 hectares. A região também concentra o
maior número de moradias precárias em aterros sanitários, lixões e áreas
contaminadas (1.984 domicílios), em áreas próximas a gasodutos e
oleodutos (2.282), linhas de transmissão (10.816) e em áreas de
preservação ambiental (10.213).

Já a região metropolitana do Rio de Janeiro concentra mais
domicílios em áreas próximas a ferrovias (7.328) e rodovias (11.909). Na
ocupação de praias e dunas, que também é proibida por serem áreas de
proteção permanente, destacam-se as regiões metropolitanas de Natal e
Fortaleza, com 9.023 e 5.529 domicílios respectivamente.

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