Brasil produzirá vacinas exclusivamente para exportação

Alexandre Padilha, ministro da Saúde, anunciou, nesta segunda-feira, que o Brasil irá produzir a vacina dupla contra rubéola e sarampo exclusivamente para exportação. O acordo prevê a construção de uma fábrica de vacinas e medicamentos do laboratório Bio-Manguinhos/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O estabelecimento custará ao ministério R$ 1,6 bilhão. Segundo Padilha, o investimento valerá a pena. \”Esta fábrica vai gerar emprego, renda, conhecimento, pesquisa e inovação tecnológica aqui no país, além disso vai exigir maior qualidade da produção nacional, o que fará com que as vacinas e outro medicamentos da Fiocruz tenham cada vez mais qualidade\”.

A intenção é exportar cerca de 30 milhões de doses de vacina a partir de 2017 pelo menor preço mundial: US$ 0,54. Para Padilha, a rubéola e o sarampo são doenças que pouco existem no Brasil, mas no mundo os números ainda são enormes. \”Aproximadamente 150 mil pessoas morrem por ano em todo o mundo vítimas do sarampo. Ao produzirmos essa vacina podemos ocupar o mercado global, primeiro, com essa vacina e depois abrir as portas para outros tipos de vacinas produzidas aqui no Brasil\”.

O projeto do governo tem como parceria a fundação norte-americana Bill & Melinda Gates. A fundação comprará as vacinas da Fiocruz e as doará para países pobres. A expectativa é de um investimento de US$ 1,1 milhão para o desenvolvimento e a pesquisa clínica da vacina.

Atualmente, o Brasil exporta diferentes vacinas para 75 países. No país, o Sistema único de Saúde oferece 25 tipos, sendo 96% produção nacional. Segundo o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, a produção será quadruplicada. \”Vamos elevar nossa capacidade de produção que hoje é

Compartilhe