Rede e PSB usam seminários para divulgar propostas

A Rede e o PSB vão realizar seminários em São Paulo e no Rio para criar um espaço para as pessoas que não estão engajadas em nenhum dos partidos terem a oportunidade de se pronunciar. “Já há uma massa muito grande da sociedade querendo ser ouvida e querendo contribuir”, afirmou na madrugada desta terça-feira, 15, o líder do PSB na Câmara, deputado federal Beto Albuquerque, ao final de um jantar na casa do governador Eduardo Campos, no bairro de Dois Irmãos, no Recife, em torno da ex-senadora Marina Silva.

“Um encontro de poucas decisões. Um encontro em família”, definiu Albuquerque a reunião que teve início ? s 22 horas desta segunda-feira (14) e durou duas horas e meia, com a participação também do prefeito do Recife Geraldo Julio (PSB), do secretário estadual do Meio Ambiente, Sérgio Xavier (PV) e do coordenador de articulação da pasta, Roberto Leandro, ligados a Marina, além da família do governador – a mulher Renata, grávida, e os quatro filhos.

“Temos que aprender a coexistir, a conviver, enfrentar as divergências, esta é a virtude da nossa união (Rede e PSB), sem impor nada a ninguém”, afirmou o deputado, ao frisar que a aliança só abrirá espaço “para conversar com os outros depois que estiver com a orquestra afinada”.

O governador reforçou que o PSB e a Rede estão discutindo um programa, mostrando ser possível a construção de uma alternativa. “Não estamos discutindo o eleitoral, não é a soma de tempo e televisão”, afirmou ao ser perguntado sobre a declaração de Marina, em uma coletiva ? tarde, de que é melhor “perder ganhando do que ganhar perdendo”.

“Não adianta ter o tempo de televisão e não ter o que dizer”, observou. “Tem razão Marina e eu, que já ganhei ganhando, sei que não vale a pena ganhar perdendo, é preciso ter as condições para executar os compromissos assumidos com a sociedade”.

Acerca da opinião da ex-ministra de que a marca do governo Dilma “é do retrocesso ou risco do retrocesso”, Campos disse que não dá para fazer um balanço dos quatro anos da presidente, mas afirmou que ele e Marina fazem o mesmo reconhecimento, cada um por um caminho, de que as conquistas das últimas três décadas – democracia, estabilidade e ciclo de inclusão – podem ser colocados em situação de vulnerabilidade “se a gente não tiver uma visão além da eleição”.

“Se não se aproxima a sociedade das instituições e não se retoma o prestígio das instituições perante o julgamento popular, se fragiliza a democracia”, pontuou. “Se não melhora o padrão da nossa economia, não contém a inflação, não melhora os fundamentos macroeconômicos e não faz a sinergia entre a política econômica e a monetária, vamos fragilizar a conquista da estabilidade”.

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