Governo aumenta para 25 anos prazo de arrendamento de portos

O governo decidiu aumentar o prazo de concessão dos portos de Santos
e do Pará para 25 anos, prorrogável por igual período. Inicialmente, o
prazo para o arrendamento variava entre dez e 25 anos, de acordo com a
área. Segundo o ministro da Secretaria Especial de Portos, Antônio
Henrique Pinheiro Silveira, a mudança foi feita após consulta pública
sobre o tema.

?A questão foi muito debatida e o governo achou interessante fazer
essa adequação para fins de um trabalho mais continuado dos terminais,
por um prazo um pouco maior?, explicou. No total, serão licitadas 29
áreas, nove em Santos e 20 no Pará.  O investimento previsto nos dois
terminais é R$ 5,4 bilhões.

Os estudos para a concessão dos portos de Santos e do Pará foram
entregues hoje (11) ao Tribunal de Contas da União (TCU) pela
ministra-chefe da Casas Civil, Gleisi Hoffmann. Esses são os primeiros
estudos de arrendamento de portos sob o novo marco regulatório que foi
aprovado no primeiro semestre pelo Congresso Nacional.

A licitação deve ocorrer ainda neste ano, de acordo com a previsão
do governo. O presidente do TCU, ministro Augusto Nardes, disse que a
matéria deve ser analisada até o final de novembro. ?Esperamos poder
finalizar o processo dos arrendamentos até o final do ano, para que o
novo modelo seja implantado e possamos ter a competitividade que
queremos para o sistema portuário brasileiro?.

A Taxa Interna de Retorno (TIR) passou de 7% para 8%. Segundo
Silveira, a mudança foi feita para compatibilizar a competição entre
terminais de uso público e de uso privado. O ministro dos Portos disse
que as alterações no primeiro edital devem servir de modelo para os
demais arrendamentos de portos públicos, mas cada lote será analisado
profundamente.

O critério para a escolha dos vencedores do leilão será o de menor
tarifa, no caso de terminais de contêineres. Para terminais de cadeias
integradas, como de agronegócios e de  movimentação de graneis, o
critério será o de metas de capacidade de movimentação. ?Isso significa
que não poderá haver a fixação de preço-teto?, disse Silveira.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que o governo
está tranquilo em relação ? segurança jurídica do processo. ?Não vemos
riscos jurídicos, não existe nenhuma situação de inconstitucionalidade
identificada?, disse.

Compartilhe