PROS e Solidariedade têm maior adesão de deputados

O PROS e o Solidariedade, os dois novos partidos autorizados
recentemente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram o principal
destino dos 59 deputados federais em exercício que registraram a troca
de legenda na reta final do prazo para disputar a eleição de 2014.

O
Solidariedade, partido articulado pelo deputado Paulo Pereira da Silva,
o Paulinho da Força (SP), já contabiliza 21 parlamentares nas suas
fileiras. O número ainda é distante do que a direção da nova sigla vinha
propagandeando. Desde que sua criação foi autorizada pelo TSE, Paulinho
ventilava que abrigaria ao menos 30 deputados, o que lhe garantiria
transferir para o novo partido cerca de um minuto e quinze segundos de
tempo na TV para entregar ao candidato ? Presidência que vier a apoiar,
além de cerca de R$ 21 milhões do fundo partidário que os deputados
podem carregar quando mudam para legendas novas.

O único senador a
se filiar ao Solidariedade foi Vicentinho Alves, ex-PR. A entrada do
senador, no entanto, não vale nem para tempo de TV nem para o fundo
partidário.

Outro novato do cenário político, o PROS também está
longe do que divulgava. Seus dirigentes diziam que seria possível
arregimentar até 28 deputados, mas o partido conta até o momento com uma
bancada de cerca de 14 parlamentares. O Solidariedade deverá entrar
para as fileiras da oposição; o PROS, para a base de sustentação da
presidente Dilma Rousseff.

As legendas que mais tiveram perdas
com o troca-troca foram o PSD (9), o PDT (8) e o PMDB (7). No saldo,
considerando saídas e entradas, a situação mais delicada é do PDT, que
não agregou novos quadros. Levando em conta esse mesmo cálculo, até o
momento, o PSD e o PMDB contabilizam seis deputados a menos cada um. O
PSDB vem logo atrás, com um saldo negativo de quatro congressistas.

O
levantamento tomou por base dados parciais divulgados diariamente pela
Mesa Diretora da Câmara – a lista é composta das mudanças comunicadas
pelos parlamentares ? Casa -, e também outras trocas informadas pelas
lideranças partidárias.

Por isso, embora a troca de partido com
vistas ? s eleições do ano que vem tenha terminado no último sábado,
ainda deve sofrer alterações nos próximos dias. As legendas têm até o
dia 14 para comunicar ? Justiça Eleitoral das novas filiações, razão
pela qual a Mesa Diretora da Câmara tem atualizado o troca-troca
partidário diariamente.

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