Antes de clássico, volante do Bahia diz ter “raiva e nojo” do Vitória

O volante Feijão não perde uma oportunidade para cair nas graças da
torcida do Bahia. O jogador, que é conhecido por ter rejeitado uma
oferta da mãe para jogar no Vitória aos cinco anos e ter superado a
pobreza e os quatro ônibus diários para ir treinar no Bahia, é ídolo da
torcida desde que subiu ao time profissional, neste ano. Já entre os
profissionais, Feijão voltou a chamar a atenção quando marcou o milésimo
gol do clube em Campeonatos Brasileiros. Logo ele, um autêntico
torcedor tricolor. Nesta segunda, mais uma vez, voltou a demonstrar sua
paixão pelo Bahia. Antes do clássico contra o Vitória, o jogador deixou o
“politicamente correto” de lado e provocou o rival.

Em entrevista no Fazendão, centro de treinamentos do clube, Feijão não
mediu palavras para se referir ao Vitória e se comportou como um
torcedor. “É o time (o Vitória) que, desde pequeno, aprendi a odiar.
Aprendi a ter raiva. Quando eu vejo o Vitória me dá nojo. Quando eu vejo
o Vitória vencer dá uma raiva do c…”, disse, com palavrão e tudo,
surpreendendo os presentes, que também caíram na gargalhada.

Apesar da pouca idade – 19 anos -, já dá para dizer que Feijão tem
certa estrela quando o assunto é Ba-Vi. Ele estreou pelo Bahia em um
clássico, na final do Campeonato Baiano, em partida na qual o Bahia foi
goleado por 7 a 3. A estreia do volante como titular pelo clube em uma
partida de Campeonato Brasileiro também aconteceu contra o Vitória, no
primeiro clássico do campeonato, que terminou empatado em 0 a 0.

Naquela partida, Feijão foi um dos melhores em campo, o que lhe
garantiu novas chances com o técnico Cristóvão Borges. Dali para frente,
Feijão atuou em mais 14 partidas, nove delas como titular, e acabou até
mesmo barrando o experiente Fahel, capitão da equipe.

Com o terceiro Ba-Vi como profissional pela frente, Feijão diz que já
sabe o que esperar do clássico. E, sem discurso demagógico, ele
afirmou que o Ba-Vi tem um valor de decisão especial. “Todos os jogos
são como se fossem decisões. Principalmente o Ba-Vi. Detalhes podem
decidir o jogo a favor ou contra. Espero que seja a nosso favor. O
Vitória tem alguns jogadores que precisamos ficar de olho. Tem que ter
marcação cerrada”, avaliou.

Volante mais recuado do meio-campo do Bahia, Feijão é visto como uma
espécie de “cão de guarda” do setor. Por isso, o número de cartões
amarelos é elevado: são cinco. Como não gosta nem um pouco do Vitória, o
volante sabe que vai ter que tentar não perder a cabeça em campo. “O
professor fala disso toda hora, principalmente para me controlar. Tenho
que chegar menos duro em campo e manter a tranquilidade”, confessou
Feijão.

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