Caso Friboi: empresária é condenada por morte de marido

Giselma Carmem Campos foi condenada, na noite desta sexta-feira, pelo assassinato do ex-marido Humberto de Campos Magalhães, diretor-executivo do Friboi. A empresária deve ficar presa durante 22 anos e seis meses em regime inicial fechado. Já o seu irmão, Kairon Vaufes Alves, foi condenado a 21 anos de prisão após confessar o crime.

Humberto foi assassinado na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, em dezembro de 2008. Em depoimento, Kairon disse que sua irmã foi a mandante do crime. Segundo ele, Giselma o procurou no Maranhão para matar o marido, que a estava ameaçando.

Kairon, que já estava preso, afirmou em seu depoimento que foi para São Paulo, onde conheceu Osmar Gonzaga de Lima e Paulo Santos – ambos também foram condenados pelo crime. Ele ainda revelou que sua irmã emprestou o celular do filho para atrair Humberto para uma emboscada.

Giselma alega inocência

A empresária afirmou que Kairon a acusou porque ficou insatisfeito quando lhe foi negado dinheiro na época do crime. Segundo ela, seu irmão tinha problema com seu marido. Na hora do crime, os dois teriam discutido e a arma disparado acidentalmente.

Separados na época da morte de Humberto, os dois foram casados por 20 anos. Segundo o Ministério Público, a empresária matou o ex-marido por ciúme e \”medo de perder o status financeiro\”.

Giselma chegou a ser presa e ficou atrás das grades durante um ano e cinco meses. Ela foi solta após conseguir habeas corpus no Superior Tribunal Federal (STF) em 2011.

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