Arrecadação do governo bate recorde para o mês de agosto

Segundo informou a Secretaria da Receita Federal, nesta segunda-feira, a arrecadação do governo bateu recorde para meses de agosto e no acumulado de 2013. Apesar disso, a redução de tributos baixou R$ 51 bilhões.

A arrecadação, que inclui receitas como impostos, contribuições federais e royalties, subiu 2,68%, somando R$ 83,95 bilhões. O número é o maior já arrecado em um mês de agosto.

No acumulado dos oito primeiros meses de 2013, a arrecadação também bateu recorde. Ela soma R$ 722,23 bilhões, registrando uma alta de 0,79% em termos reais sobre o mesmo período do ano passado e o de 2011.

Segundo números oficiais, a alta na arrecadção está relacionada com a arrecadção de R$ 4 bilhões do PIS, Cofins, do IRPJ e da CSLL em decorrência de depósitos judiciais e venda de participação societária. De acordo com a Receita Federal, a arrecadção cresceu mesmo com as desonerações de tributos, como folha de pagamentos e Imposto SObre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis, anunciadas pelo governo no ano passado, o que já somam R$ 51 bilhões nesses oito meses.

Em 2013, a arrecadação do governo tem variado. Enquanto em fevereiro, março e junho ela caiu, nos outros meses ela registrou um crescimento.

Impostos

O Imposto de Renda arrecadou R$ 192,6 bilhões nos oito primeiros meses de 2013, aumentando 0,8% sobre igual período do ano passado. Enquanto o IR das pessoas jurídicas obteve aumento de 4% (arrecadação de R$ 84,73 bilhões) e o das pessoas físicas aumentou 2% (R$ 18,99 bilhões), o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) recuou 2,3% (arrecadou R$ 88,9 bilhões).

Arrecadação do IPI e IOF cai

O valor arrecadado pelo IPI somou R$ 30,46 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, registrando uma queda real de 7,7%. Enquanto isso, o IPI-Outros somou R$ 12,5 bilhões, com queda real de 4%. Segundo o Fisco, o resultado foi influenciado pelas desonerações de produtos da linha branca e de móveis.

Já o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), o acumulado do ano foi para R$ 19,4 bilhões, caindo 12,8%. Além da desaceleração no ritmo dos empréstimos bancários, que vem sendo captada pelos números do Banco Central, também houve redução da alíquota para pessoas físicas no ano passado e para derivativos neste ano.

A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) arrecadou R$ 125 bilhões nos oito primeiros meses de 2013, registranod um aumento real de 4,2%. Enquanto isso, a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) registrou arrecadação de R$ 44 bilhões na parcial deste ano, com alta real de 2,89%.

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