Caso Dorothy Stang: mandante pega 30 anos de prisão

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi condenado no fim da noite desta quinta-feira a 30 anos de prisão pelo assassinato da missionária Dorothy Stang. O júri da 1ª Câmara do Tribunal de Justiça de Belém (PA) considerou que Bida pagou R$ 50 mil junto com Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, para a vítima ser morta.

Esta é a quarta vez que o réu é julgado pelo crime. Em 2007, no primeiro julgamento, ele foi condenado a 30 anos, mas recorreu e teve direito a um novo julgamento. Em 2008, Bida foi absolvido, mas o julgamento foi anulado posteriormente por fraude processual. Em 2010, o terceiro julgamento durou 50 dias. O criminoso foi condenado também a 30 anos, mas os advogados novamente intervieram, alegando que o defensor público que o assessorava na época não havia tido acesso a todo o processo.

Dorothy Stang foi alvejada a tiros no dia 12 de fevereiro de 2005 na cidade de Anapu, no Pará. O Ministério Público sustentou que ela foi assassinada porque era a favor de assentamentos para trabalhadores rurais em terras públicas disputadas por fazendeiros e madereiros da região.

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