Vereadores criticam audiência sobre Linha Viva

Na sessão ordinária desta quarta-feira (16), da Câmara Municipal de Salvador, os vereadores Gilmar Santiago, Suíca e Arnando Lessa, todos do PT, denunciaram as agressões praticadas por integrantes da Guarda Municipal contra populares que tentaram participar da audiência pública sobre a Linha Viva. O evento, realizado no turno da manhã no auditório do Parque Tecnológico, foi promovido pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte.

O líder da oposição, Gilmar Santiago, classificou o episódio como ?uma falta de respeito com a população?. Segundo ele, a reunião que visava apresentar o modelo de concessão do projeto e o edital de licitação, com exposição básica de engenharia, não tem poder legal para ser constituída como parte da licitação. ?Foi uma audiência forjada. Feita em um lugar pequeno, distante, oito horas da manhã e mesmo assim a população estava lá na porta. Só que o local era pequeno e estava cheio de lideranças pagas?, disse.

Gilmar Santiago ainda relatou a agressividade dos seguranças que estavam no local, chegando a agredir os participantes presentes. O vereador ainda lembrou da reunião ocorrida na última quinta-feira (12), com a promotora Cristina Seixas para discutir os entraves legais do projeto após a suspensão da Lei de Ordenamento, Uso e Ocupação do Solo (LOUS) e do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU).

?Isso é uma vergonha! Não podemos satisfazer interesses de grupos privados e deixar de atender a população. Principalmente a comunidade de Saramandaia que será a principal prejudicada com essa construção?, concluiu o petista.

Indenizações

O vereador Suíca também fez questão de repudiar a violência contra a população, deixando claro que as comunidades do Cabula, Pernambués e Saramandaia, principalmente, estão apreensivas diante dos impactos que a obra poderá causar. ?O secretário Aleluia permitiu as agressões ? população ordeira que só queria participar do debate?, acusou.

Já o vereador Lessa argumentou que a violência não contribui com o processo democrático: ?Os moradores estão preocupados sobretudo com as indenizações, pois não sabem sequer os critérios que serão adotados. É uma obra de impacto, orçada em R$1,5 bilhão e que relocará cerca de 600 famílias. Precisa ser bastante debatida?.

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