Dilma nega que Bolsa Família estimule famílias pobres a ter mais filhos

A presidente Dilma Rousseff descartou que famílias pobres estejam
procriando somente para obter o auxílio do Bolsa Família. A declaração
foi uma resposta a uma jornalista que questionou os resultados do
programa, durante a coluna semanal Café com a Presidenta.

“Muita gente está tendo mais filhos para poder receber benefícios
como o Bolsa Família. A senhora não acha que um país pobre como o nosso
deveria, ao contrário, incentivar a paternidade e a maternidade
responsáveis?”, questionava a jornalista de Sorocaba Esther Fróes
Brocchetto, de 53 anos.

“A taxa de fecundidade caiu em todo o Brasil e recuou ainda mais
entre a população de baixa renda, especialmente do Norte e Nordeste,
onde há mais pessoas recebendo o benefício do Bolsa Família”, respondeu
Dilma ? jornalista.

A presidente completou a defesa do programa com base em dados
comparativos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o Censo 2000, a taxa de fecundidade era de 2,38 filhos para cada
mulher, caindo para 1,86 dez anos depois.

“Pelas estatísticas, o número médio de filhos tende a cair com o
aumento de renda, educação e inclusão social, aspectos reforçados pelo
programa”, disse Dilma, argumentando também que houve redução de
abandono das escolas.

“Não podemos esquecer, também, Esther, que o Bolsa Família, além de
trazer um alívio imediato ? situação de pobreza, tem tido sucesso em
manter nossas crianças na escola. O abandono escolar caiu muito e hoje é
menor entre os alunos do Bolsa Família.”

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