Líderes querem restringir acesso ? Câmara

Depois da invasão de cerca de 400 pessoas ao plenário da Câmara ontem, líderes partidários se reuniram na manhã de hoje, na Presidência da Câmara dos Deputados, para discutir soluções que evitem a repetição de casos semelhantes.

O efeito colateral mais esperado, pelo que foi apresentado inicialmente por parte dos deputados, é a restrição da circulação de cidadãos comuns no Salão Verde da Câmara. Pelas regras atuais de acesso ? Câmara, basta que o visitante se identifique. A partir desse momento, ele tem acesso a toda a Câmara, ? exceção do plenário.

Decisão definitiva sobre novas normas de acesso ? s dependências da Câmara e ao plenário da Casa só deverá ocorrer na semana que vem. Nesse meio tempo, a direção geral da Câmara vai apresentar propostas que serão submetidas aos líderes numa próxima reunião, marcada para a próxima terça-feira (27).

O que deputados, como o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), defendem é que haja um controle sobre os locais onde os visitantes podem ter acesso. Pela ideia de Bueno, os visitantes devem receber adesivos ou bottons que identifiquem o local onde ele vai. Por exemplo, uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos. Com isso, ele fica automaticamente impedido de circular por outras áreas -incluindo o Salão Verde.

“Temos que ter um controle que identifique a pessoa e saber para onde ela vai. É assim que funcionam todos os parlamentos do mundo”, afirmou Bueno.
Imprensa

Há também uma preocupação de parlamentares em restringir a permissão de acesso ao plenário. Hoje, além de deputados e assessores, lobistas e jornalistas circulam com liberdade pelo local.

“Não é possível que a gente não consiga ter o mínimo de organização. Nós temos que pensar de uma forma que tem que ter uma tranquilidade de votar. É um tumulto tão grande, são lobistas dentro do plenário te pressionando para votar. Isso é inconcebível\”, disse o líder do PPS.

Rubens Bueno defendeu que a imprensa também não possa ter acesso livre ao plenário, como ocorre hoje. Segundo ele, a imprensa pode fazer seu trabalho de entrevistar parlamentares ficando restrita ao Salão Verde. O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), foi na mesma direção.

“No plenário, a não ser parlamentar e assessor, não pode entrar ninguém. Isso é em qualquer Parlamento do planeta. Inclui a própria imprensa. A imprensa não pode, como ? s vezes acontece, entrevistar um líder ao lado do microfone”, afirmou o petista.

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