Tarifas bancárias ficam até 36% mais caras

Em cinco anos, o conjunto das tarifas
bancárias avulsas mais utilizadas pelo brasileiro ficou até 36% mais
caro nos seis maiores bancos do país. De acordo com levantamento do Idec
(Instituto de Defesa do Consumidor), a concessão de adiantamento a
depositante puxou a alta da cesta de serviços. A taxa, cobrada para o
banco precisa cobrir débitos do cliente quando a conta fica sem fundos
chegou a subir 83% entre 2008 e 2013.

?No período de cinco anos, os bancos
promoveram reduções de serviços avulsos. No entanto, há uma compensação
desta redução em serviços relacionados ao crédito, os quais não constam
em pacotes de serviços ofertados pelos bancos?, alerta Ione Amorim,
economista do Idec responsável pelo estudo.

Em 2013, o pacote referencial da Caixa
apresenta o menor valor (R$ 98,70), com uma correção de 13%, enquanto o
HSBC possui o conjunto de serviços com maior valor (R$ 143,91) e
variação de 21%. A maior variação de preço no período ficou com o pacote
referencial do Bradesco, com reajuste de 36%.

A diferença de preços entre os principais
bancos apresenta equilíbrio em duas tarifas: saque em terminal
eletrônico de 10% (R$ 2,00 para R$ 2,20) e DOC/TED presencial 12% (R$
12,85 e R$ 14,40). As duas tarifas com maior variação entre as
instituições são exclusão de cadastro de cheque (82%) e extrato
presencial (84%). No conjunto de serviços, a diferença de valores entre
bancos é de 43%.

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