Bolsa Família recadastrará 1,8 bilhão

Os beneficiários do Bolsa Família que não atualizaram suas informações
no Cadastro Único (CadÚnico) nos últimos dois anos devem procurar, a
partir deste mês e até 17 de janeiro do ano que vem, a gestão municipal
do programa para fazer alterações ou confirmar os dados. O Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate ? Fome (MDS), que coordena o programa,
estima que 1,8 milhão de famílias estão nessa condição. Após o prazo, o
benefício pode ser bloqueado.

Segundo o secretário Nacional de Renda de Cidadania do MDS, Luís
Henrique Paiva, manter os dados atualizados é a melhor maneira de
acessar os cerca de 20 programas sociais das três esferas de governo que
usam o Cadastro Único, e continuar recebendo o Bolsa Família. Ele
enfatizou que mesmo que não haja alterações a serem feitas, as famílias
devem procurar a rede assistencial do município.

“É fundamental que as famílias procurem a rede, que pode ser o Cras
(Centro de Referência de Assistência Social) ou a área da prefeitura
responsável pela assistência social, para atualizar as informações. O
Cadastro Único é a peça chave do Brasil Sem Miséria [plano do qual o
Bolsa Família faz parte] e se quisermos superar a extrema pobreza temos
que ter os dados sempre atualizados”, disse Paiva, ao participar hoje
(19) de teleconferência do MDS transmitida ao vivo pela TV NBR.

Ele citou, entre os programas sociais que usam as informações do
CadÚnico, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego
(Pronatec) e a Tarifa Social de Energia Elétrica.

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