Sem acordo, Renan pauta votação de veto sobre FGTS

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), incluiu na pauta do
Congresso a análise de um veto, cuja derrubada pode causar problemas ao
governo: a proposta que extingue a multa de 10% sobre o Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) a ser pago em casos de demissão sem
justa causa. O texto foi aprovado pelo parlamento, mas acabou vetado
pela presidente Dilma Rousseff no mês passado. Cabe ao Congresso,
entretanto, a palavra final.

O fim do pagamento da multa significa menos dinheiro no caixa do
governo, o que pode tornar mais difícil o equilíbrio das contas da
União. “A sanção do texto levaria ? redução de investimentos em
importantes programas sociais e em ações estratégicas de
infraestrutura”, informou o Palácio do Planalto, na justificativa para o
veto.

O mecanismo foi criado em 2001. De acordo com a Confederação Nacional
da Indústria (CNI), a multa custa 270 milhões de reais por mês aos
empresários.

A inclusão do veto na pauta do Congresso é mais um capítulo da
sequência de atritos entre o Legislativo e o Planalto. A insatisfação de
aliados com o tratamento dado a eles pelo governo e a queda na
popularidade de Dilma tornaram o cenário mais hostil para a presidente.

Até a votação da proposta, marcada para as 19 horas de terça-feira (dia
20), o governo ainda deve entrar em campo para tentar construir uma
proposta intermediária – ou protelar a análise da proposta. E, sem
acordo em torno do tema, a tendência é de derrubada dos vetos

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