Senado diz que apura gasto de quase R$ 2 milhões com selos

O Senado divulgou nota hoje (16) sobre o gasto de quase R$ 2 milhões
com a compra de 1,4 milhão de selos em um ano e quatro meses. A denúncia
foi publicada nesta sexta-feira no jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a reportagem, a Casa não sabe o que foi feito com o material. O
jornal destaca que o selo é considerado moeda corrente e pode ser
facilmente vendido, a preços que variam de R$ 1,20 a R$ 6,40, dependendo
do peso da correspondência ? para qualquer empresa que faça uso dos
serviços dos Correios.

Na nota, a assessoria de imprensa do Senado diz que as despesas dos
senadores e da área administrativa com a chamada cota postal estão sendo
investigadas por uma auditoria, aberta em junho. O documento diz ainda
que funcionários já foram afastados e a distribuição de mais selos,
suspensa desde julho.

?Somente após a conclusão da auditoria, o Senado terá condições de
informar o número de postagens e outros serviços solicitados ? ECT
[Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos] e os correspondentes
custos anteriores a maio deste ano?, diz o documento.

A assessoria de imprensa da casa esclareceu ainda que até julho de
2013, do contrato que pode alcançar o valor de R$ 10,8 milhões, o Senado
usou pouco mais de R$ 4 milhões. No mesmo período de 2012, o gasto com o
serviço alcançou mais de R$ 6,6 milhões.

?As novas medidas, portanto, indicam redução substancial da despesa,
em consonância com as diretrizes de enxugamento de gastos determinada
pelo presidente do Senado Federal?, reitera a nota.

Os senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Cristovam Buarque (PDT-DF)
defenderam a apuração do caso. ?Eu uso muito a internet, mas uso também
enviar livros com meus discursos, não sei se esse valor excede a tudo
isso. Isso tem que ser apurado rigidamente?, disse Cristovam.

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