Fornecer informações sobre eleitores é inaceitável, diz Cármen Lúcia

A presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, disse hoje (7) que o fornecimento de informações sobre eleitores brasileiros a uma empresa privada é inaceitável. Desde o dia 23 de julho, está em vigor um acordo firmado entre o TSE e a empresa de proteção ao crédito Serasa Experian que prevê fornecimento e validação de dados que pode alcançar os 144 milhões de eleitores brasileiros.
 
?Compartilhamento de informações nós não aceitamos de jeito nenhum, nem para fins judiciais, ? s vezes, que não sejam explicados. Mas, realmente, isso não é aceitável?, disse a ministra, no intervalo da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta tarde.

O acordo com a Serasa foi assinado pela então corregedora-geral de Justiça, Nancy Andrighi, e mantido pela atual corregedora, Laurita Vaz. Cármen Lúcia ainda disse que vai consultar  Laurita Vaz para obter informações mais detalhadas sobre o assunto.

A presidenta do TSE achou ?estranho? o fato de o assunto não ter sido levado a plenário pela então corregedora da corte. ?Quando há uma situação dessa natureza, se faz um processo e se leva ao plenário. Não sei porque desta vez isso não foi feito, levaram direto ao diretor como se fosse uma situação definida?.

Mesmo apresentando ressalvas ? situação, Cármen Lúcia ressaltou que a corregedoria é ?órgão sério? e que não vê nenhuma irregularidade. ?Imagino isso que deva ter sido feito um estudo e eles se precipitaram talvez?, analisou. A ministra ainda informou que, embora o acordo com a Serasa já tenha sido publicado, nenhuma informação foi disponibilizada até o momento.

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