Eike: império de empresas está ‘implodindo’, diz ‘FT’

O jornal britânico Financial Times dedica uma página inteira
da edição desta quarta-feira para analisar a ascensão e a queda do
empresário brasileiro Eike Batista. Com o título “Reverso da fortuna”, a
reportagem diz que Eike “já foi o mais rico do Brasil, mas vê seu
império de empresas startups de petróleo, mineração e logística
implodindo”. De acordo com o jornal da Grã-Bretanha, ele “encara melhor
que ninguém a euforia com o Brasil e outras nações emergentes durante a
primeira década do século XXI”.

Com chamada na primeira página do jornal, a reportagem diz que “a
empresa de petróleo carro-chefe (a OGX) está ? beira da falência depois
de declarar o fracasso em poços de produção que podem ser desativados”.
“Isso fez com que o magnata – que encarna melhor que ninguém a euforia
com o Brasil e outras nações chamadas Brics (Brasil, Rússia, Índia,
China e África do Sul, na sigla em inglês) durante a primeira década do
século XXI – esteja ? beira da ruína. Sua fortuna, estimada no ano
passado em mais de US$ 30 bilhões, foi reduzida a US$ 200 milhões”, diz o
Financial Times.

A reportagem assinada pelos os jornalista Joe Leahy, chefe da sucursal do FT
em São Paulo, e Samantha Pearson, repórter do jornal britânico no
Brasil, classifica a recente evolução dos negócios como uma “morte” para
o empresário. “Sua morte também é um sinal mais amplo dos tempos mais
difíceis ? frente para empresários brasileiros agora que a onda das
commodities está diminuindo”, diz o texto. “A era da liquidez fácil
acabou e as empresas brasileiras terão de lutar contra os concorrentes
de outros mercados emergentes pelo capital cada vez mais escasso”, diz a
reportagem.

O FT diz que a queda do empresário “que já foi garimpeiro e campeão de esportes náuticos e se casou com uma capa da Playboy
é, certamente, um teste para o exército de parceiros e investidores
estrangeiros”. “Eles vão desde a General Electric até o fundo de pensão
das professoras de Ontário. Seus credores incluem a gestora de fundos
Pimco e uma gama de bancos brasileiros”, diz o texto.

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