Dilma gasta mais do que o dobro do que Lula com segurança institucional

Nos dois anos e meio do governo da presidente Dilma Rousseff já foram
desembolsados R$ 67,1 milhões com “Segurança Institucional do Presidente
da República e do Vice-Presidente da República, Respectivos Familiares,
e Outras Autoridades”. O valor representa o dobro do que foi gasto em
todo o segundo mandato do governo Lula, entre 2007 e 2010, quando foram
desembolsados R$ 32,6 milhões. Os dados foram levantados pelo site
Contas Abertas.

A “segurança institucional” se destina a proteger as autoridades e
seus familiares em Brasília e nos Estados onde há escritórios regionais
da Presidência. O maior deles, em São Paulo, era dirigido por Rosemary
Noronha, indicada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
afastada por suspeita de tráfico de influência. Existem escritórios em
Porto Alegre, onde mora a filha, o genro e o neto de Dilma, e em Belo
Horizonte.

Em 2007, primeiro ano do segundo mandato do governo Lula, R$ 852,8 mil
foram desembolsados para a ação. O valor passou para R$ 1,1 milhão no
ano seguinte, para R$ 9,1 milhões em 2009 e R$ 21,6 milhões em 2010. No
primeiro ano do governo da presidente Dilma Rousseff R$ 29 milhões foram
pagos para essa iniciativa de segurança. No exercício passado, o
montante foi de R$ 25,9 milhões.

Em 2013, R$ 12,2 milhões já foram pagos para a segurança institucional
da Presidência da República. A previsão orçamentária é que o valor
chegue a R$ 31,4 milhões. De 2005 a 2013, R$ 101,9 milhões foram gastos
com a ação.

O aumento das despesas reflete a elevação de 41% do número de
servidores do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) entre 2002 e
2013. Quando o governo Fernando Henrique Cardoso acabou, em 2002, o
órgão tinha 646 servidores, sendo 586 seguranças. Em 2003, o número
tinha subido para 720, chegando a 833 em 2006.

No início do governo Dilma, este número chegou a 898 servidores, sendo
836 seguranças. Em 2012 subiu mais um pouco, atingindo 907 servidores, e
em 2013 chegou a 913 funcionários. Com a onda de manifestações de rua,
em junho, o esquema de segurança foi reforçado. O Planalto comprou
grades estilizadas, colocadas na frente do Palácio. Até então, as grades
eram alugadas.

Segundo o GSI, nos últimos cinco anos houve a revitalização e
modernização de equipamentos e instalações e, em consequência,
aquisições de materiais e contratações de serviços. O gabinete também
afirmou ao Contas Abertas que o aumento dos gastos se deve ao fato de
que nos exercícios orçamentários de 2006 e 2007, o gabinete não era uma
Unidade Gestora, sendo as suas atividades meio absorvidas e orçamentadas
pela Secretaria de Administração da Presidência da República.

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