Oposição questiona gastos de Eduardo Campos

No dia em que o Ministério da Defesa passou a detalhar o uso de
aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) por autoridades federais,
deputados que fazem oposição ao governador Eduardo Campos (PSB) em
Pernambuco cobraram mais transparência em relação aos gastos de viagem
do provável candidato ? Presidência.

A decisão do Planalto de tornar públicas as informações federais vem
depois que a Folha de S.Paulo mostrou que o ministro da Previdência,
Garibaldi Alves (PMDB), e os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo
Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), usaram aviões
oficiais para ir ao jogo da seleção brasileira no Rio e a uma festa na
Bahia.

Em Pernambuco, a bancada oposicionista enviará ao governo um pedido de
detalhamento das viagens de Campos na primeira sessão de agosto, após o
recesso parlamentar.

Nos últimos 18 meses, o governo do Estado já gastou R$ 5,7 milhões com
locação de jatinhos e helicópteros. Foram R$ 4,3 milhões em 2012 e R$
1,4 milhão nos seis primeiros meses deste ano.

Segundo dados do Portal da Transparência apresentados pelo \”Jornal do
Commercio\”, do Recife, o valor foi pago a três empresas: Sociedade de
Táxi Aéreo Weston Ltda, Easy Táxi Aéreo Ltda e Colt Táxi Aéreo S/A.

No site do governo, é possível saber o valor pago por cada nota fiscal,
mas não há dados sobre o destino dos voos e os passageiros das
aeronaves.

O governo não tem aviões e helicópteros próprios e, segundo a Casa
Militar, além do governador, as aeronaves servem a secretários,
presidentes de entidades estaduais e autoridades em visita ao Estado,
como ministros.

\”O número assusta principalmente pelo momento que Pernambuco está
vivendo. O Estado teve no ano passado o pior deficit fiscal de todo o
país. Há obras paradas ou em ritmo lento praticamente em todo o Estado.
Nessa hora é preciso repensar alguns gastos\”, disse o líder da oposição
na Assembleia Legislativa, Daniel Coelho (PSDB).

Questionado sobre o assunto nesta segunda, durante cerimônia que marcou
um ano de atividade da Comissão da Verdade no Estado, o governador
ignorou a pergunta e retirou-se. 

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