Hilton Coelho cobra CEI para o setor de transporte

A instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) na Câmara Municipal, para apurar irregularidades no sistema de transporte de Salvador, incluindo a abertura da ?caixa preta? da planilha de custos da tarifa, foi defendida na sessão desta terça-feira (16) pelo vereador Hilton Coelho (PSOL). A CEI deve apurar, também, o atraso de mais de 12 anos na entrega das obras do metrô, o que custou aos cofres públicos cerca de R$ 1 bilhão.

Criticando a ?falta de coragem política? da prefeitura e da bancada governista para encarar o problema do transporte coletivo e dar respostas ? pauta de reivindicações do Movimento Passe Livre, Hilton frisou que a Lei Orgânica de Salvador estabelece que para o cálculo da tarifa do transporte público deve ser levado em conta não apenas o equilíbrio econômico e financeiro, como a capacidade econômica dos usuários. E argumentou: ?Salvador possui cerca de 20% de sua força de trabalho desempregada e um grande contingente de trabalhadores vivendo com apenas um salário mínimo?.

Transparência

Integrantes do MPL acompanharam, das galerias do Plenário Cosme de Farias, a sessão ordinária, pedindo o apoio dos vereadores para a pauta de reivindicações que inclui a tarifa zero e a democratização da planilha de custos que embasa a definição dos valores das passagens do transporte coletivo.

O vereador Waldir Pires (PT) apoiou o movimento, defendendo ?não só uma democracia representativa, mas acima de tudo participativa?. Responsável pela criação da Controladoria Geral da União, no Governo Lula, ele apresentou também projeto de lei instituindo ?o sistema de transparência na Bahia?. Segundo Waldir, a falta de transparência é evidente no setor de transporte e deixa margem a muitos questionamentos que precisam ser respondidos.

Aladilce Souza (PCdoB) também cobrou um debate amplo sobre o transporte público em Salvador e se disse favorável a subsídios federais e estaduais para tornar realidade o passe livre para estudantes. Os vereadores Claudio Tinoco (DEM), Orlando Palhinha (PP) e Euvaldo Jorge (PP) concordaram com a necessidade do debate sobre subsídios para o transporte coletivo.

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