Presidente da Funai diz que não vai pedir demissão

A presidente da Funai, Marta Azevedo, disse a interlocutores que não vai pedir demissão do cargo após as críticas da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) ao órgão e o anúncio de que o governo prepara um pacote que irá enfraquecer a autarquia.
Há setores do governo, porém, que dão a saída como iminente.

Segundo a assessoria de imprensa da Funai, Azevedo deve divulgar uma nota conjunta com o Ministério da Justiça, ao qual é subordinada, concordando com a decisão do governo de dividir poderes quanto a demarcação de terras indígenas com as pastas de Agricultura e das Cidades numa tentativa de encerrar a polêmica.

Até o momento, Azevedo não se manifestou oficialmente sobre as críticas da Casa Civil ao processo de demarcação de terras indígenas que hoje é atribuição exclusiva da Funai, apesar de vários pedidos de entrevista.

Na última quarta-feira, em audiência na Câmara, Gleisi apontou falhas nos processos de demarcação de terras indígenas promovidos pela Funai.

“A atuação da Funai tem se pautado pelo que ela é: protetora envolvida com questões indígenas. A intervenção do Estado brasileiro como garantidor e mediador de direito resta comprometida. Muitas vezes no processo de demarcação é baixa em estratégia e informação”, disse a ministra na ocasião.

A reportagem apurou que a presidente da Funai recebeu recomendação do Ministério da Justiça para não se manifestar, evitando polêmica.

As críticas ? Funai foram feitas na última semana quando a ministra afirmou em audiência pública na Câmara que “a Funai não está preparada, não tem critérios claros para fazer gestão de conflito, não tem capacidade para mediação.”  

Compartilhe