Enem: MEC cobrará correções mais rigorosas nas redações

Depois de casos de deboche nas redações da última edição do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) – como o dos alunos que escreveram
receita de miojo e o hino do Palmeiras – e de provas que ganharam nota
máxima mesmo com erros, haverá mudanças nos critérios de correção das
avaliações. Foi o que anunciou, nesta quarta-feira, ministro da
Educação, Aloizio Mercadante, que afirmou que qualquer deboche poderá
ser motivo de anulação da prova já nesta edição do exame.

Nesta quinta-feira, o item 14.9.5 deverá ser incluído no edital. A
regra determinará que a redação “que apresente parte do trecho
deliberadamente desconectada com o tema proposto, que será considerada
‘anulada'”.

De acordo com o ministro, os corretores terão mais rigor na exigência
do domínio da norma culta para garantir a nota máxima, e haverá uma
redução na discrepância máxima exigida entre as notas de dois
avaliadores para que a redação passe para uma terceira avaliação
independente. O Ministério da Educação (MEC) também aumentará o valor
pago por redação a cada corretor, de R$ 2,35 para R$ 3,00.

“A avaliação nossa é que [a correção das redações em 2012] foi muito
positiva. No entanto, seis redações foram debatidas publicamente, em [um
universo de] mais de 4 milhões. É um nível de problema muito
específico, muito localizado. Mas mesmo assim a gente aprende com essa
avaliação”, disse o ministro.

Compartilhe