Maduro diz que aproximação entre Venezuela e Estados Unidos está longe

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que não vê no
horizonte perspectiva de melhoria nas relações com o governo dos Estados
Unidos. Segundo ele, a possibilidade de aproximação com os
norte-americanos foi reduzida depois das declarações do presidente
Barack Obama, no começo do mês, no México, sobre Maduro e a Venezuela.

Obama indicou que não reconhece a eleição de Maduro como legítima
porque tem dúvidas se os princípios básicos da democracia, como as
liberdades de imprensa e de reunião, foram respeitados. No sábado (4), o
Ministério das Relações Exteriores da Venezuela divulgou nota
responsabilizando os Estados Unidos pelo planejamento da violência no
país.

Para Maduro, Obama ?fracassou? nas intenções que tinha ao ser
eleito. De acordo com ele, o atual governo norte-americano é comandado
pelo Pentágono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos) e a Agência
de Inteligência (cuja sigla em inglês é CIA). ?Eles [os norte-americanos
dizem que são os americanos e que nós não somos nada ? s suas
pretensões?, ressaltou Maduro. ?Nosso projeto é que se respeite a
Venezuela.?

Nicolás Maduro ressaltou os avanços conquistados na América Latina,
com as parcerias entre os países. Citou, entre esses avanços, a criação
da Petrocaribe, do Mercosul, da Aliança Bolivariana para os Povos da
Nossa  América (Alba), União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e 
Comunidade de Nações Latino-Americanas e Caribenhas (Celac).

Emocionado, o presidente venezuelano disse que a Cúpula de
Petrocaribe é a ?melhor homenagem a [Hugo] Chávez?, que morreu em 5 de
março vítima de um câncer, do qual vinha se tratando há quase dois anos.
?Nosso povo lembrou os dois meses da partida do comandante supremo
[Chávez], enquanto a direita fascista arde de ódio por tanto amor
chavista?.

Compartilhe