Caso Matsunaga: laudo da exumação diz que tiro foi a mais de 40 cm

A Polícia Técnico-Científica de São Paulo concluiu o laudo da
exumação do corpo do executivo da Yoki, Marcos Matsunaga. Os peritos
responderam 11 perguntas do juiz, 54 da defesa da ré, Elize Matsunaga,
esposa do empresário, e três da promotoria sobre as causas e
circunstâncias da morte.

O documento informa que o tiro que matou Matsunaga foi dado a uma
distância “maior que 40 centímetros”, conforme laudo número 0851/2013,
assinado pelo médico-legista Ruggero Bernardo Felice.

O laudo informa também que, o estado de putrefação do corpo
comprometeu a avaliação de quesitos que apontariam se ele apresentava
reações vitais ao ser esquartejado.

A exumação do corpo de Marcos Matsunaga foi realizada no dia 12 de
março, autorizada pelo juiz Adilson Paukoski Simoni após solicitação dos
advogados Luciano Santoro e Roselle Soglio, que defendem Elize e
contestaram o laudo necroscópico feito no ano passado que indicava que
Matsunaga havia sido esquartejado ainda vivo. Os advogados consideraram o
novo laudo favorável ? ré.

O empresário deve ser enterrado novamente no dia 15 de maio, no Cemitério São Paulo.

Elize Matsunaga, que confessou ter dado o disparo contra o marido
está presa em Tremembé, no interior de São Paulo aguardando julgamento. O
Ministério Público pede que ela cumpra 30 anos de prisão em regime
fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, recurso
que impossibilitou defesa da vítima e meio cruel).

Ela é acusada ainda de ocultação de cadáver, por ter abandonado os
membros, tronco e cabeça do marido em pontos diferentes da Estrada dos
Pieres, na Grande São Paulo.

A defesa da ré contestam o meio cruel e alegam que sua cliente
esquartejou Marcos após matá-lo com um disparo. Eles defendem ainda que o
tiro foi dado a esmo, depois de uma discussão em que a acusada teria
sido agredida.

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