Bruno Reis diz que conta de água subiu 150% no governo Wagner

O vice-líder da Oposição na Assembleia Legislativa, Bruno Reis (PRP), afirmou nesta quinta-feira (25) que a Embasa pode aumentar, até o final do mês, a tarifa de água na Bahia. ?A Embasa envergonha os baianos ao aumentar em 150% a cobrança de água durante o governo Wagner. Em 2011 foi aprovado um aumento de 12%, muito superior a inflação. Esse aumento ocorreu em 2012 e irá ocorrer em 2013?, disse o parlamentar. ?A Embasa presta um serviço de péssima qualidade e anda extorquindo a sociedade?, completou, lembrando o que considera um ?racionamento camuflado? diante do não abastecimento de algumas casas que continuam recebendo as faturas.

O deputado também criticou a atuação da Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa), que não se posiciona diante de irregularidades cometidas pela Embasa, a exemplo do que ocorreu com as manchas pretas encontradas em praias de Salvador nesta semana, com a chegada das chuvas. ?Defendemos na Assembleia a criação da agência, mas terminou perdendo sua função de regular o serviço da Embasa. Por esse motivo, foi encontrada mancha preta na praia de Patamares, por exemplo, e nem sequer houve explicação. A Embasa sequer foi multada?, completou.

Política partidária ? O parlamentar também comentou a criação do Mobilização Democrática (MD), para o qual é especulada sua filiação. ?Só vou para lugar em que sou bem-recebido?, disse. No entanto, preferiu ser cauteloso sobre a entrada de colegas do parlamento, como os deputados estaduais Elmar Nascimento e Sandro Régis (ambos do PR), e de Targino Machado (PSC), assim como o secretário municipal de Promoção Social e Combate ? Pobreza, Maurício Trindade (PR). Todos esses estariam insatisfeitos com os partidos que ocupam atualmente por terem aderido ? base do governo, contrariando a condição de oposição. Bruno Reis negou a possibilidade do ex-prefeito João Henrique ser membro do novo partido.

?Há a possibilidade de que esse partido se tornar grande na Bahia. Representa também um lugar de coerência para que cada um exerça seu papel sem ser pressionado. Quanto ao ex-prefeito João Henrique, o MD tem uma resolução clara: não se pode aceitar representantes que tenham algum tipo de condenação de órgão ou colegiado. No caso do ex-prefeito, ele não pode ser aceito por ter duas contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores, o que o coloca na condição de não ingressar no partido?, ponderou, destacando que o assunto foi discutido com o presidente nacional da sigla, o deputado federal Roberto Freire.

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