Ministro da Pesca confirma importação de camarão

O ministro da Pesca, Marcelo Crivella, confirmou que ainda este
semestre deverá começar a importação de camarão da Argentina. Ele
justificou a medida como uma forma do Governo brasileiro ajudar o país
vizinho. Durante agenda administrativa e política em Natal, o ministro
disse acreditar que a importação de 5 mil toneladas de camarão da
Argentina não trará reflexo no mercado nacional.

?Não impacta porque o nosso mercado é de 100 mil toneladas. O camarão
que está vindo de lá é do mar, o camarão do Rio Grande do Norte
(principal produtor do país) é de cultivo. Não há preocupação, o mercado
absolverá isso?, disse o ministro, ressaltando que foi uma decisão da
presidente Dilma Rousseff.
 

Marcelo Crivella observou ainda que a determinação da presidenta Dilma
Rousseff era para limitar a importação de camarão da Argentina em 20 mil
toneladas, mas o volume foi reduzido depois do apelo do próprio
Ministério.

?Todas as importações (da Argentina) serão inspecionadas pelo meu
Ministério. Se houver qualquer risco de doença serão interrompidas. Não
há preocupação, pelo contrário, com o financiamento e a desoneração do
setor vamos produzir muito e importar para Argentina?, disse o ministro.

Mercado

Ele ressaltou que o Brasil tem um superávit na sua balança de
exportação com a Argentina de 2 bilhões de dólares e o que a presidente
Dilma fez foi atender ao pleito do Governo argentino. ?O mercado é
amplo, estamos com 100 mil toneladas. Vamos ficar com medo de 5 mil
toneladas da Argentina? Foi a presidenta que abriu (o mercado),
precisava estender a mão para Argentina no momento em que eles estão em
uma crise tremenda?, comentou.

Para o ministro, o Brasil, como principal país da América do Sul, ?tem o papel de estender as mãos e ajudar os menores?.

Marcelo Crivella que é senador licenciado e integra a bancada
evangélica no Congresso Nacional, comentou as recentes polêmicas
envolvendo o deputado federal Marco Feliciano, presidente da Comissão de
Direitos Humanos e que teria dado declarações homofóbicas. Para o
ministro e senador, as afirmações de Feliciano foram feitas ?antes dele
(Feliciano) ser político?.

Ele disse acreditar que o deputado federal não é homofóbico e nem
racista. ?Ele (Marco Feliciano) tem procurado mostrar que não é racista e
nem homofóbico. Exatamente porque ele reflete o povo evangélico que não
é racista e nem homofóbico?, disse o ministro, considerando ?exagero? a
polêmica. Marcelo Crivella disse que a discussão ocorreu porque a
Câmara ?amplificou?. ?As pessoas fazem as controvérsias se amplificarem.
Nós evangélicos temos horror de racismo e homofóbico?, disse o
ministro. 

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