Defesa de Bruno deve incluir prisão de jurada no pedido de habeas corpus

Uma das sete pessoas que fez parte do Conselho de Sentença no
julgamento do ex-goleiro Bruno, identificada como C.M.R.S, foi presa sob
suspeita de tráfico de drogas, em Contagem, Região Metropolitana de
Belo Horizonte. A prisão da jurada será incorporada nos cinco volumes
que fazem parte do pedido de habeas corpus do ex-atleta, condenado a 22
anos pela morte de Eliza Samúdio.

A jurada foi flagrada com tubos que continham uma substância branca,
supostamente cocaína, no dia 5 de abril. Junto com os pequenos tubos,
foi encontrada uma lista com “devedores”.

Tiago Lenoir, um dos advogados que cuidam da defesa de Bruno, afirma
que a prisão da jurada deve ser levada em consideração e investigada
pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, por “comprometer a
idoneidade” do Conselho de Sentença:

“Caso seja comprovada a legitimidade do boletim de ocorrência, ele
será anexado ao pedido de habeas corpus julgado pelo STF”, disse o
advogado.

Segundo Lenoir, a finalidade da defesa é comprovar que a escolha das
juradas desrespeitou o artigo 436 do Código de Processo Penal, que
determina que “os jurados serão escolhidos dentre cidadão de notória
idoneidade”. O advogado alega que o estado da jurada pode ter
influenciado na condenação do ex-goleiro.

“Sabemos que o envolvimento com o tráfico não é breve. Se comprovada
que a suposta droga estava armazenada naquele local há um mês [período
do julgamento], isso pôde influenciar a decisão como jurada”, afirmou.

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