Adiamento do julgamento da New Hit irrita vereadores

O adiamento para setembro do julgamento dos integrantes da banda New Hit, acusados de estupro por duas adolescentes no município de Ruy Barbosa, foi criticado por vários vereadores de Salvador. A vice-presidente da Comissão da Mulher, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), foi a primeira a utilizar a tribuna da Casa para protestar e sugerir a aprovação de uma Moção da Câmara pedindo celeridade na apuração do caso, para não persistir o sentimento de impunidade.

?Não podemos assistir ao prolongamento do sofrimento dessas jovens e de suas famílias, bem como ao deboche dos integrantes da banda, ou melhor do bando, dizendo que estão fazendo mais sucesso agora com a repercussão do caso?, protestou Aladilce, que é ouvidora-geral da Câmara. Ela sugeriu, também, que a Comissão da Mulher acompanhe de perto o desenrolar do processo.

O julgamento dos músicos da banda New Hit foi adiado para setembro pela juíza titular de Ruy Barbosa, Márcia Simões, acatando pedido dos advogados dos réus, com o argumento de que duas testemunhas de defesa não foram encontradas para serem intimadas.

Violência

Os vereadores Suíca (PT), Fabíola Mansur (PSB) e Leandro Guerrilha (PSL) também protestaram contra o adiamento do julgamento. Suíça lembrou que o Dia da Mulher, 8 de março, está se aproximando e que é preciso dar uma resposta para que mais este caso de estupro não fique impune.

Fabíola falou sobre a importância do crime praticado pelos músicos ser exemplarmente punido, por se tratar de um ato bárbaro de violência contra a mulher. Para Guerrilha, é preciso que a legislação proíba que pessoas acusadas de crimes hediondos possam continuar exercendo suas atividades até o julgamento. Segundo ele, apesar de ter todos os integrantes (e um segurança) envolvidos, a banda continua fazendo shows e ainda divulgando que a repercussão do caso despertou ainda mais o interesse do público.

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