Repórter da Band é agredido por policiais no bairro da Federação

Inesquecícel. Foi assim a triste noite deste domingo(03), para o repórter Bruno Sales do Grupo Bandeirante de Comunicação(BAND-BAHIA). Bruno Sales, sofreu na pele o despreparo de um grupo de Policiais Militares da Bahia, após ser abordado em uma blitz no bairro da Federação, em Salvador.

Confira abaixo o relato indignado do repórter postado neste ?inesquecível? domingo(03), em seu facebook. Confira!
\\\\\\\\\\\\\\\”Bora, caral~#[email protected]$&, desce do carro [email protected]{#\\\\\\\\\\\\\\\”! Acabei de ser abordado pela polícia exatamente com essa expressão, acompanhada de três armas apontadas para a minha cabeça! Quando desci do meu veículo ousei pedir calma, fui obrigado a ouvir mais um palavrão dos mais baixos: \\\\\\\\\\\\\\\”calma uma por??^*£!|>|^, seu filha da p¥+=*\\\\\\\\\\\\\\\’X\\\\\\\\\\\\\\\”. Ainda de quebra levei um empurrão e um chute sob os gritos raivosos de: \\\\\\\\\\\\\\\”encosta aí, abre as pernas [email protected]$&;X\\\\\\\\\\\\\\\”.

Nem mesmo o choro assustado da minha mulher e o sono profundo do meu filho dentro do carro foram capazes de sensibilizar aqueles três policiais. Me trataram como se eu fosse o maior bandido do mundo. Mandaram minha mulher entrar no carro e aguardar sentada ? quela abordagem lamentável. Calada, ela teve que assistir a cena do marido sob a mira de três armas, entre elas uma espécie de metralhadora.

Eu só fazia concordar com os senhores que a todo momento se achavam acima da lei, de tudo e de todos. Em hora alguma me identifiquei como repórter, profissional da tão respeitada imprensa. Fiz questão de ser tratado como se fosse um qualquer, somente para sentir na pele o que sei que inúmeros inocentes passam dia e noite.

Entreguei a minha habilitação e o documento do carro. Depois de ser acusado, julgado e condenado sabe se lá ao quê, ouvi um: \\\\\\\\\\\\\\\”Tá liberado\\\\\\\\\\\\\\\”. Não antes de perguntarem onde eu morava e o que fazia ali, como se eu, cidadão que pago os meus impostos e o salário deles inclusive não tivesse o direito de ir e vir para aonde bem entendesse. Estava a caminho da casa de um grande amigo, mas o meu estado e o da minha mulher não me permitiram manter o programa.

Voltei pra casa extremamente decepcionado e preocupado. Se fui tratado dessa maneira na Federação, quem dirá nos guetos da vida. Acreditava que aqueles homens eram pagos para me proteger e não para deixar minha mulher em estado de choque até agora! Gosto e respeito cada um dos policiais, mas tem uns que envergonham a farda que veste. Boa noite…

Bruno Sales
Com informações do site RMSNOTICIAS.COM

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