Presidente espanhol é acusado de envolvimento em esquema de corrupção

Mariano Rajoy, presidente da Espanha, foi acusado de envolvimento em
um esquema de corrupção de seu partido, o Partido Popular (PP), de
direita.

O escândalo explodiu em 18 de janeiro e ganhou força novamente nesta
quinta-feira, com a publicação de fotos de inúmeras contas supostamente
estabelecidas pelos tesoureiros do PP entre 1990 e 2008, pelo jornal de
centro-esquerda El País.

Pela primeira vez foram citados supostos beneficiários de pagamentos
feitos, entre eles alguns dos principais dirigentes: Mariano Rajoy,
presidente, María Dolores de Cospedal, atual número dois, e Rodrigo
Rato, ex-presidente do Bankia. Rajoy teria recebido pagamentos
trimestrais somando 25.200 euros por ano, dinheiro que sairia de
“doações de empresários, a maioria do setor da construção”.

As acusações foram desmentidas prontamente pelo PP, mas com o país
submetido a uma austeridade histórica e afetado por um desemprego
galopante, as suspeitas sobre políticos que já enfrentam uma grave falta
de credibilidade foram intensificadas.

“Ante as informações publicadas pelo jornal El País, o Partido
Popular insiste que as retribuições aos cargos e funcionários do partido
foram realizadas sempre conforme a legalidade e cumprindo com as
obrigações tributárias correspondentes”, declarou comunicado do PP.

O chefe de Governo ordenou uma auditoria interna e outra externa das contas do partido.

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