Dilma pode vender os ativos da Petrobras na Argentina, diz jornal

O jornal Clarín informa nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff vai definir o futuro da Petrobras na Argentina. A venda dos ativos da companhia entrou no terreno político, segundo se comenta no setor petrolífero.

De acordo com o diário, a empresa brasileira já recebeu ofertas para possíveis associações com companhias locais, que também poderia incluir a transferência de alguns de seus negócios. Mas a definição, segundo o Clarín, está nas mãos de Dilma, que tratará do assunto com a presidente Cristina Kirchner, no dia 21 de fevereiro, quando as duas devem se encontrar.

“O tema Petrobras não está na agenda, mas informalmente é muito provável que Dilma e Cristina o discutam”, disse uma fonte consultada pelo Clarín.

Na lista de assuntos que Dilma e Kirchner discutirão está a YPF e Pluspetrol. A estatal argentina está de olho na refinaria da Petrobras na Bahía Blanca, mas também avalia um projeto próprio, associada ? PDVSA. A Tecpetrol, do grupo Techint, poderá fazer parte de uma associação com a YPF.

O Clarín explica que a Petrobras tem refinaria, produção e estações de serviço e a sua intenção seria procurar sócios em quase todos os negócios. Nesse caso, o papel da YPF é excludente.A companhia decidirá qual a parte da Petrobras que pretende.

Nas últimas semanas, ganhou força a proposta da Pluspetrol, uma empresa privada nacional, das famílias Rey e Poli. É a quarta produtora de petróleo do país, atrás da YPF, Pan American Energy e Petrobras. Várias de suas linhas gerenciais estabeleceram contatos com setores da Petrobras para conhecer a situação da filial local.

A Pluspetrol também fez algumas contratações, próprias de uma empresa que está pensando em expansão, talvez candidata para as estações de serviço da Petrobras. E não se descarta para a produção, que lhe permitirá duplicar o tamanho atual. A Pluspetrol é forte no Peru.

A Oil, de Cristóbal López, também manifestou interesse nos negócios de poços e fornecedores. A rede atual da Oil está baseada em ativos que foram da Petrobras, repassados  em 2011.

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