Gleisi sobre posse de Maduro: “Deixar de ir seria covardia”

A presidente do PT, senadora e deputada federal eleita Gleisi Hoffmann, rebateu nesta sexta-feira (11/1), por meio de sua conta no Twitter, as críticas que sofreu após participar da posse de Nicolás Maduro, para seu segundo mandato como presidente da Venezuela.

“Nenhuma surpresa as críticas dos que ignoram as razões por eu ter aceitado o convite pra posse na Venezuela. Deixar de ir seria covardia, concessão a direita. A esquerda pode ter críticas ao governo Maduro, mas o destino da Venezuela está nas mãos do seu povo e de mais ninguém”, postou.

Ela creditou aos interesses econômicos a resistência de vários governos ao novo mandato de Maduro. “Venezuela tem uma das maiores reservas de óleo do mundo”, destacou. “Seu presidente deve ser o próximo presidente da OPEP. A atitude belicista de Trump pode internacionalizar o conflito venezuelano. EUA querem criar condições p/ isso. Nossa região será um novo Oriente Médio?”, questionou, na rede social.

Maduro, que assumiu o comando do país pela segunda vez, é alvo de uma série de críticas de organismos internacionais pela falta de transparência nas últimas eleições venezuelanas, além do recrudescimento da relação entre governo e oposição.

O governo brasileiro, que integra o chamado Grupo de Lima (formado por Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia e México), considera a reeleição ilegítima.

Com o Parlamento venezuelano controlado pela oposição, Nicolás Maduro prestou juramento para seu segundo mandato à frente do país em uma sessão no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), com prevê a Constituição do país vizinho. Diante de 30 juízes e alguns líderes regionais composto pelos presidentes de Bolívia, Cuba, El Salvador e Nicarágua, Maduro jurou a Constituição em um salão nobre do Tribunal.

Foi a primeira vez que um presidente toma posse diante do Judiciário e não do Parlamento, que teve as competências cassadas por autoridades chavistas logo após a oposição tomar a maioria da Assembleia Nacional nas eleições parlamentares de 2015.

 

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