Hackers norte-coreanos tentaram roubar US$ 1,1 bi e já atacaram Brasil

Hackers norte-coreanos tentaram roubar US$ 1,1 bi e já atacaram Brasil

Alvo de sanções internacionais que afetam sua economia, a Coreia do Norte encontrou uma nova forma para financiar a ditadura que controla o país: roubar dinheiro de organizações estrangeiras através de ataques online. São informações do jornal Folha de S.Paulo.

A ação é feita por um grupo de hackers ligado ao governo do ditador Kim Jong-un, que já tentou roubar US$ 1,1 bilhão (R$ 4,3 bilhões) de outros países, entre eles o Brasil. É a maior quantia ligada a um grupo específico na história.

As informações sobre a existência e a atuação do grupo foram reveladas nesta quarta-feira (3/10) pela FireEye, empresa de cibersegurança que costuma trabalhar em conjunto com o governo americano.

Entre os alvos já confirmados estão o Banco Central de Bangladesh e os bancos Far Eastern International (de Taiwan), o mexicano Bancomext (México) e, mais recentemente, o Banco de Chile.

Por questão de confidencialidade, a empresa não informou quais organizações brasileiras foram alvejadas, mas revelou que os ataques foram de pequena escala. Além dos bancos e do setor financeiro, indústrias e empresas de mídia foram atacadas.

Embora já existisse a desconfiança de que Pyongyang mantinha hackers com o objetivo de roubar dinheiro para dar fôlego ao regime, é a primeira vez que a um grupo do tipo é confirmada.

Cunho político
Até o momento, apenas ataques online de cunho político, como o realizado contra a Sony em 2014 antes do lançamento do filme “A entrevista”, que satirizava Kim Jong-un, tinham sido atribuídos ao governo norte-coreano.

O relatório mostra que o grupo existe ao menos desde 2014, um ano após o Conselho de Segurança da ONU impor novas sanções contra o regime, e que sua atuação não diminuiu em 2018 apesar da aproximação entre Pyongyang e Washington, que culminou na cúpula entre Kim e o presidente americano, Donald Trump, em junho em Singapura.

“Uma das razões pelas quais estamos revelando isso é que o grupo continua agindo normalmente apesar das cúpulas”, afirmou Sandra Joyce, vice-presidente de inteligência global da FireEye.

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