Cria estranhamento a decisão do STF que tirou de Moro menções a Lula, diz Marina

Cria estranhamento a decisão do STF que tirou de Moro menções a Lula, diz Marina

A pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse nesta quinta-feira, 26, que causou ‘estranhamento’ a decisão da 2ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar do juiz Sérgio Moro as menções ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da delação da Odebrecht que tratam do sítio de Atibaia (SP) e do Instituto Lula. “Pra gente é muito difícil entender, (a decisão) já havia sido confirmada por duas vezes e agora foi retirado do juiz Sérgio Moro”, disse Marina após debate com representantes do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) em um restaurante na zona sul do Rio.

Para Marina, o País vive uma crise na qual a política se “descredenciou para mediar os diferentes interesses da sociedade, que recorre à Justiça o tempo todo, seja em função de não ter legitimidade e credibilidade para operacionalizar seus próprios conflitos, seja em função dos erros graves que cometeu de crimes de corrupção e de todos os problemas que a Lava Jato mostrou para a sociedade brasileira”, declarou.

Ela não quis avaliar, no entanto, se o Brasil vive um momento de insegurança jurídica. “Não tenho elementos para afirmar isso”, disse a jornalistas.

Marina frisou que pretende, se ganhar a eleição à Presidência, garantir todos os contratos já assinados por governos anteriores, mantendo assim a segurança jurídica, mas criticou a privatização da Eletrobras do jeito que está sendo feita. “Tem que ter debate e o melhor é que fique para o próximo governo.” Ela negou porém que possa cancelar leilões de petróleo, para proteger o meio ambiente, como pregam ambientalistas.

“Não tenho nenhum problema com privatizações, em manter contratos e fazer leilões idôneos em relação a rodadas (de petróleo). Obviamente que os recursos têm que ir para saúde e educação”, avaliou. Já a exploração de petróleo e gás natural na Amazônia, segundo ela, é um caso à parte, tem que ser viável”, ressaltou.

Compartilhe
Previous Só um partido entregou prestação de contas no TSE; prazo vence dia 30
Next Polícia Federal pede mais 60 dias para investigar Michel Temer

Sobre o Autor

Você pode gostar também

Notícias

Após revisão, governo anuncia cancelamento de 422 mil benefícios sociais

Após um trabalho de revisão de benefícios sociais concedidos pelo governo federal, 422 mil serão cancelados, sendo 228 mil auxílios-doença, 43 mil aposentadorias por invalidez e 151 mil benefícios de

Notícias

STF afasta Aécio Neves do mandato de senador

O Supremo Tribunal Federal afastou o senador Aécio Neves (PSDB) e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) de seus cargos no Congresso Nacional após pedido da Procuradoria-geral da República com

Política

Maia diz que é preciso votar rapidamente denúncia contra Temer

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta quinta-feira (6) que o Congresso defina rapidamente se aceita ou não a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção