Brasil pode contestar aumento das tarifas de aço e alumínio nos EUA

WASHINGTON, DC - JANUARY 04: (AFP OUT) U.S. President Donald Trump speaks during a meeting in the Roosevelt Room of the White House January 4, 2018 in Washington, DC. President Trump met with Republican members of the Senate to discuss immigration. (Photo by Alex Wong/Getty Images)

A tarifa adicional de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio adotadas nos Estados Unidos (EUA) pelo governo do presidente Donald Trump preocupam o Brasil, informou nesta quinta-feira (1º/2) o Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). De acordo com a pasta, a restrição comercial afetará as exportações brasileiras de ambos os produtos e pode resultar em contestação brasileira nos organismos internacionais.

Em nota oficial, o MDIC informou que o governo brasileiro espera chegar a um acordo com os Estados Unidos para evitar a aplicação das tarifas, mas caso isso não seja possível, o Brasil pode questionar a elevação das tarifas em foros globais. “O governo brasileiro não descarta eventuais ações complementares, no âmbito multilateral e bilateral, para preservar seus interesses nesse caso concreto”, diz a nota.

O comunicado destaca que o ministro Marcos Jorge reuniu-se na última terça-feira (27) em Washington com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, e reiterou que o aço brasileiro não representa uma ameaça à segurança nacional norte-americana. Isso porque as estruturas produtivas dos dois países são complementares e 80% do aço exportado pelo Brasil é semiacabado e usado como insumo pela indústria siderúrgica americana.

A parceria comercial, ressaltou a nota oficial, também é vantajosa para os EUA. Segundo o MDIC, o Brasil importou cerca de US$ 1 bilhão de carvão siderúrgico norte-americano no ano passado. O combustível foi usado nas siderúrgicas nacionais para produzir o aço exportado aos Estados Unidos.

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