PR forma “blocão” de 11 partidos em disputa com o MDB

PR forma “blocão” de 11 partidos em disputa com o MDB

A Câmara dos Deputados ganhou na noite de quarta-feira (21/2) um novo bloco parlamentar. Formado por 11 partidos, o grupo terá a maior bancada na Casa, com 201 parlamentares. O chamado “blocão” foi articulado pelo PR para atrair à legenda a presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, desbancando o MDB, legenda que individualmente tem o maior número de deputados e que reivindicava o comando do colegiado.

Além do PR, o novo bloco é formado pelas seguintes legendas: PSDB, PSD, PRB, PTB, SD, PPS, PV, PROS, PSL e PRP. A liderança do grupo ficará com o líder do próprio PR, deputado José Rocha (BA). Com exceção dos tucanos, que têm o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como pré-candidato à Presidência da República, nenhum dos outros partidos do bloco tem postulante declarado ao Palácio do Planalto.

A CMO é formada tanto por deputados quanto por senadores, que se revezam todos os anos entre a presidência da comissão e a relatoria do Orçamento. No ano passado, o comando do colegiado ficou com o Senado e a relatoria, com a Câmara. Como tem a maior bancada no Senado, o MDB indicou o senador Dário Berger (MDB-SC) para presidente e o PP, após acordo com demais siglas, o deputado Cacá Leão (PP-BA) como relator.

Em 2018, a presidência da comissão caberá a um deputado. Dono da maior bancada individual na Câmara, o MDB reivindicou o posto, para o qual queria indicar o deputado Daniel Vilela (MDB-GO). O PR, porém, articulou a formação do blocão para superar o tamanho da bancada emedebista. O partido quer indicar o deputado Milton Monti (PR-SP) para comandar a CMO. “Não foi contra ninguém, foi a nosso favor”, disse José Rocha ao Estadão/Broadcast.

Como reação ao blocão, MDB e PP já articulam a formação de outro bloco. O objetivo é conseguir registrar um grupo com mais de 201 deputados e, assim, garantir a um deputado emedebista a presidência da CMO. Esses novos blocos só valerão para comissões do Congresso Nacional. Isso porque, para as comissões permanentes da Câmara, o que vale são os blocos formados no início da atual legislatura, em fevereiro de 2015.

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