Kannário coloca pipoca para ferver no Campo Grande

Kannário coloca pipoca para ferver no Campo Grande

Amado por uma legião de fãs, o cantor Igor Kannário foi o nome mais aguardado nesta segunda-feira (12), no Campo Grande. Antes mesmo da estrela subir no trio, muitos seguidores já o aguardavam, no Corredor da Vitória, debaixo de uma chuva fina para ficar bem pertinho do ídolo. Como convidados, Kannário recebeu os cantores Chiclete (ex Guettho é Guettho) e Edy City, que, junto com ele, fazem parte do movimento “Empoderamento do Pagode”.

Robson Sampaio, 51 anos, que segurava uma camiseta com a foto do cantor, disse que trabalha todos os dias como segurança para folgar na segunda-feira de Carnaval, “Sigo a pipoca do Kannário há três anos sozinho. Ele fala a linguagem do povo”, disse. A secretária Camila Sampaio e a estudante de Nutrição Lorena Vidal, as duas de 28 anos, também engrossaram o coro das manifestações de carinho. “Ele é top demais. Kannário arrasta a multidão, traz alegria”, emendaram.

Dono de uma voz potente, Igor Kannário é autor das chamadas músicas chiclete, definição para sucessos que ficam na boca do povo como: “É tudo nosso”, “Kannário é barril”, “Príncipe do gueto” e “Bonde do Kannário”. Canções que agradam em cheio o pedreiro Sérgio Martins, 32 anos, que cantarola “É tudo nosso”, e desabafa, “Ele representa a favela”, avaliou o morador do Alto das Pombas, que trouxe junto a filha Sabrina, de 11 anos. Ele usou um refrão para definir a paixão pelo ídolo. “Ele vem chegando e brasando”, afirmou a pequena fã.

A explicação para tanta admiração pôde ser vista na entrada da Pipoca do Kannário, no circuito Osmar. Uma massa compacta no mesmo ritmo pulava como se o chão estivesse mexendo. De cima do trio, o “Príncipe do Gueto” dava o comando, e os súditos respondiam cantando e dançando.

Para o Carnaval 2018, Kannário aposta no hit, “Novinha pode pah”, música que cantou com os parceiros Lucas e Orelha, os baianos vencedores do programa Super Star. Escolha perfeita para o pequeno Cauã, de 12 anos, que fez a mãe Ana Paula Fonsêca, 30 anos, atendente, se deslocar da Fazenda Grande do Retiro para ouvir o pagode ao vivo., “Eu gosto muito”, disse, com brilho nos olhos.

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