Comitiva Baiana conhece Programa de Agricultura Agroecológica, no RS

Comitiva Baiana conhece Programa de Agricultura Agroecológica, no RS

O programa de agricultura camponesa baseado na agroecologia, no cooperativismo, no processamento e na agroindustrialização da produção, implementado no Rio Grande do Sul, em 2013, e em Santa Catarina, pode ser desenvolvido na Bahia. É o que deseja a comitiva baiana representada pelo deputado Marcelino Galo (PT), o presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Wilson Dias, o coordenador estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Edivagno Rios, e representantes do Governo do Estado, que conheceu o plano Camponês em funcionamento e gerando resultados positivos em municípios dos dois estados do sul do Brasil, como Seberi-RS.

“Temos, no Brasil, experiências exitosas, que comprovam ser possível fazer a transição agroecológica. De modo que o Programa Camponês é um modelo que queremos desenvolver na Bahia, porque ele oferece as condições necessárias para se fazer isso na prática, apoiando o pequeno produtor e contribuindo com seu desenvolvimento. Isso possibilitará o aumento da oferta, no campo e nas cidades, de alimentos saudáveis a um preço justo e acessível para toda população, além de gerar renda e postos de trabalho”, enfatizou o deputado Marcelino Galo, autor do Projeto de Lei que Institui a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica na Bahia.

O parlamentar avalia que com o Programa Camponês o agricultor aumenta a produtividade, preserva o solo e evita sua contaminação direta por não fazer uso de agrotóxicos. “A produção é baseada na utilização de biofertilizantes naturais e pó de rocha para adubar a terra e inoculantes para combater pragas e doenças”, acrescenta Galo, que visitou produtores de legumes, verduras, hortaliças e a produção de ovos orgânicos, todos certificados. O Programa Camponês integra produção orgânica, organização produtiva, agroindustrialização, ampliação do acesso ao crédito e facilidade na comercialização dos produtos. No processo de mudança produtiva para a agricultura orgânica há recuperação de solos, estufas para transição agroecológica e controle biológico. Entre outras medidas, o programa desburocratiza o crédito, fortalece o sistema cooperativo e permite ao agricultor diversificar a produção sem precisar usar veneno em sua propriedade. Outro ponto positivo apontado é a fixação do homem no campo com a geração de postos de trabalho e distribuição de renda nas cidades beneficiadas.

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